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Tratamento de não conformidade: como estruturar processos?

Introdução

O tratamento de não conformidade é um dos pilares dos sistemas de gestão da qualidade. Ele serve para adequar as atividades empresariais a requisitos legais, contratuais ou definidos internamente pela própria organização.

Quando estruturado de forma adequada, o tratamento de não conformidade deixa de ser apenas uma reação a erros e passa a ser uma ferramenta estratégica de melhoria contínua.

Nesse contexto, normas ISO oferecem diretrizes claras sobre como conduzir esse processo de maneira sistemática e eficaz. Continue lendo e se aprofunde no tema!

O que é não conformidade e como ela surge?

De acordo com a ISO 9000, não conformidade é o “não atendimento a um requisito”. Ou seja, sempre que um padrão, especificação ou procedimento não é cumprido, há uma não conformidade.

Na prática, essa ausência de conformidade pode surgir em diferentes situações, como:

  • Desvios em processos produtivos.
  • Erros na prestação de serviços.
  • Falhas no cumprimento de requisitos legais.
  • Reclamações de clientes relacionadas à qualidade.

Portanto, a não conformidade não se limita a defeitos físicos em produtos. Ela também pode envolver falhas documentais, atrasos, problemas de comunicação ou descumprimento de políticas internas.

Aqui, cabe distinguir não conformidade de oportunidade de melhoria. Enquanto a primeira envolve descumprimento de requisito, a segunda indica apenas a possibilidade de aprimoramento, sem que haja erro formal.

O que a ISO 9001 estabelece sobre tratamento de não conformidade?

A ISO 9001:2015 aborda o tratamento de não conformidade principalmente na cláusula 10.2, onde também fala sobre a ação corretiva. A norma exige que o empreendimento reaja à ausência de adequação e controle suas consequências.

Primeiramente, cabe à empresa agir para controlar e corrigir o problema. Em seguida, ela deve avaliar a necessidade de eliminar a causa, a fim de evitar recorrência. Assim, o foco não está apenas na correção imediata, mas também na prevenção.

Conforme a ISO 9001, o processo de tratamento de não conformidade deve contemplar:

  • Identificação e registro da não conformidade.
  • Análise da causa raiz.
  • Implementação de ação corretiva.
  • Avaliação da eficácia das ações adotadas.
  • Atualização de riscos e oportunidades, se necessário.

Dessa forma, o negócio cria um ciclo estruturado que fortalece o sistema de gestão e reduz falhas repetitivas.

ISO 14001 e ISO 45001: relação entre requisitos legais e tratamento de não conformidade

Além da ISO 9001, outras normas reforçam a importância da gestão estruturada de requisitos legais no sistema de gestão. Tanto a ISO 14001 quanto a ISO 45001 exigem que a organização identifique, avalie e controle suas obrigações legais continuamente, integrando essas exigências às suas operações.

No caso da ISO 14001, o item 6.1.2 determina que a empresa identifique os aspectos ambientais de suas atividades e avalie seus impactos, sempre considerando as exigências legais aplicáveis.

Já a ISO 45001, no item 6.1.3, exige a identificação e o controle de requisitos legais e outros requisitos relacionados à saúde e segurança do trabalho.

Quando esses requisitos não são corretamente identificados, atualizados ou aplicados, surgem não conformidades. Essas falhas podem estar associadas a processos, controles operacionais ou ausência de evidências, comprometendo a conformidade legal e a eficácia do sistema de gestão.

Nesse contexto, as auditorias assumem um papel central ao verificar se os requisitos estão sendo cumpridos na prática. Elas permitem identificar desvios, garantir a atualização das obrigações legais e fortalecer o tratamento de não conformidades, contribuindo diretamente para a melhoria contínua.

Etapas do tratamento de não conformidade

Para que o processo de tratamento de não conformidade seja eficiente, é fundamental que ele siga etapas claras e bem definidas. Embora cada empresa possa adaptar o fluxo à sua realidade, algumas fases são consideradas essenciais.

Abaixo, veja quais são elas!

Identificação e registro

O primeiro passo é reconhecer formalmente a não conformidade. Isso pode ocorrer por meio de auditorias internas, inspeções, indicadores de desempenho ou reclamações de clientes.

As auditorias, inclusive, desempenham um papel estratégico nessa etapa. Elas permitem identificar desvios de forma estruturada, com base em critérios definidos e evidências objetivas.

Nesse momento, é indispensável registrar informações como data, área envolvida, descrição do problema e requisito não atendido. Esse registro garante a rastreabilidade e a transparência no processo.

Aliás, a formalização evita que o problema seja tratado de maneira informal, sem controle ou acompanhamento adequado. Desse modo, ela se torna imprescindível.

Contenção e correção imediata

Após a identificação, cabe conter os efeitos da não conformidade. Isso pode significar:

  • Bloquear um lote de produtos.
  • Corrigir um documento.
  • Suspender temporariamente um processo.

Em seguida, o processo passa à correção. Ou seja, agora será colocada em prática a ação para eliminar o problema identificado.

Importante destacar que correção não é o mesmo que ação corretiva. Enquanto a primeira resolve o efeito imediato, a segunda busca eliminar a causa raiz para impedir que o problema volte a ocorrer.

Análise de causa raiz

A análise de causa raiz é uma etapa crítica. Sem ela, a organização corre o risco de apenas “apagar incêndios”, sem resolver a origem do desvio.

Nesse ponto, ferramentas como Diagrama de Ishikawa, 5 Porquês e análise de processos são frequentemente utilizadas. O objetivo é identificar fatores estruturais, sistêmicos ou humanos que contribuíram para a falha.

É crucial que essa etapa seja conduzida com base em evidências, evitando suposições ou julgamentos precipitados. Muitas dessas evidências são levantadas em auditorias e registros anteriores.

Implementação e verificação da ação corretiva

Com a causa identificada, define-se a ação corretiva apropriada. Essa ação pode envolver revisão de procedimentos, treinamentos, ajustes em controles ou mudanças estruturais.

Posteriormente, ocorre a verificação da eficácia da medida adotada, etapa em que auditorias voltam a ser necessárias. Elas permitem validar se a ação corretiva foi efetiva e se o requisito passou a ser atendido de forma consistente.

Caso o problema persista, novas análises devem ser realizadas. Assim, o tratamento de não conformidade se torna um ciclo contínuo de controle, verificação e melhoria dentro do sistema de gestão.

Benefícios de um processo estruturado

Quando alinhado às diretrizes da ISO 9001, o tratamento de não conformidade gera benefícios relevantes para a organização.

Entre os principais ganhos, merecem destaque:

  • Redução de retrabalho e desperdícios.
  • Maior conformidade com requisitos legais e regulatórios.
  • Aumento da satisfação do cliente.
  • Melhoria da eficiência operacional.
  • Fortalecimento da cultura de responsabilidade e prevenção.

Outra questão relevante é que as empresas certificadas ou em processo de certificação ISO demonstram maior credibilidade no mercado. Isso pode representar vantagem competitiva em licitações, parcerias e negociações comerciais.

Por outro lado, a ausência de um processo estruturado tende a gerar reincidência de falhas, custos elevados e desgaste da imagem institucional.

Legnet: sua parceira na gestão de não conformidades

Diante da complexidade envolvida no gerenciamento, registro e tratamento das não conformidades, contar com soluções especializadas faz toda a diferença nos resultados organizacionais.

A Legnet atua como parceira estratégica de empresas que buscam excelência em gestão de conformidade e qualidade.

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Por meio de funcionalidades avançadas como automação de fluxos, rastreabilidade completa e relatórios gerenciais customizáveis, a Legnet simplifica processos complexos de compliance.

Além disso, a solução permite centralizar informações relacionadas à conformidade, proporcionando visão integrada das obrigações corporativas e facilitando o tratamento adequado de não conformidades e ações corretivas dentro de um ambiente regulatório cada vez mais complexo. Consequentemente, empresas conseguem organizar melhor seus processos de compliance e qualidade de forma eficiente e segura.

Não permita que não conformidades comprometam o sucesso do seu negócio. Entre em contato com a Legnet hoje mesmo!

Assim, descubra como nossas soluções podem transformar a gestão de conformidade da sua organização, protegendo-a contra riscos e impulsionando a melhoria contínua.

Conclusão

O tratamento de não conformidade vai muito além de corrigir erros pontuais. Quando estruturado conforme as diretrizes da ISO 9001, ele se torna uma ferramenta estratégica de prevenção e melhoria contínua.

Ao identificar causas, implementar ações corretivas e avaliar resultados, a organização fortalece seu sistema de gestão. Para isso, conte com as soluções da Legnet!

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